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18- Mutilação Genital – Violação dos Direitos das Mulheres {237}

Enviado por on 15 de maio de 2016 – 20:39Nenhum Comentário | 889 views

59- ALEM DA PESCA 18- Comportamento 

59.00.18.56.S- NÃO É CULTURAL – É VIOLAÇÃO AOS DIREITOS DAS MULHERES 

Prática atinge mais de 140 milhões de mulheres em 30 países, (…) 

Violência

Prática atinge mais de 140 milhões de mulheres em 30 países do mundo. Na maioria dos países, casos envolvem meninas com menos de 15 anos de idade. 

Não há duvidas de que as mulheres vêm se posicionando de maneira mais efetiva na sociedade. No ano passado (2015) elas criaram hashtags nas redes sociais para denunciar formas de abuso, foram às ruas reivindicar o direito pelo próprio corpo e fizeram como muitos já dizem a” primavera feminista”. O barulho foi alto e ecoa sobre temas antigos , mas silenciados até hoje . 

Esse é o caso da mutilação genital feminina (conhecida também pela sigla MGF), que atinge mais de 140 milhões – sim você leu certo, são 140 milhões – de mulheres em cerca de 30 países e fez que a ONU promovesse anualmente o Dia da Tolerância Zero à mutilação Genital Feminina, comemorado e 06 de Janeiro de cada ano.

“Nunca antes foi mais urgente – ou mais possível – acabar com a prática da mutilação genital feminina, evitando o sofrimento humano incomensurável e aumentando o poder de mulheres e meninas de ter um impacto positivo em nosso mundo”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em uma mensagem para o Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina, marcado anualmente em 6 de fevereiro.

“A mutilação genital feminina difere com as culturas, mas em todos os casos infringe os direitos de meninas e mulheres. Nós precisamos acelerar esforços – das nações, profissionais da saúde, líderes comunitários, pais e familiares – para eliminar a prática”, alerta Gaeta Rao Gupta, diretora executiva adjunta da UNICEF.

      Conhecendo

      A prática consiste em alterar ou ferir o órgão feminino sem razões médicas. Segundo a ONU, o procedimento viola os “direitos à saúde, segurança e integridade física” e que, não muito raro, pode levar à morte.

      E um dos fatos mais chocantes é que na maioria dos casos envolvem garotas com menos de 15 anos. A OMS adverte que a mutilação do corpo feminino não tem beneficio algum à saúde. Pelo contrário, causa “danos ao tecido genital e interfere na função do corpo.”

Confira os fatos mais recentes sobre essa prática que é considerada violação dos direitos humanos:

Mutilação Genital Feminina 

ProcedimentosA MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA É CLASSIFICADA EM QUATRO TIPOS PRINCIPAIS:

- Clitoridectomia: Remoção parcial ou total do clitóris ou em alguns casos raros, apenas o prepúcio.

ExplicandoClitóris Uma pequena, sensitiva e erótica parte da genitália feminina que tem como única função dar prazer sexual à mulheres – Prepúcio- Dobra de pele ao redor do clitóris. 

- Excisão: Remoção total ou parcial do clitóris e dos pequenos lábios, com ou sem a retirada dos grandes lábios.

- Infibulação: Estreitamento da abertura vaginal através do corte e, então reposicionamento do interior ou dos lábios vaginais, com ou sem remoção do clitóris. Deixa-se apenas um pequeno orifício apenas para a passagem de urina e sangue menstrual.

- Outros: Todos os outros procedimentos prejudiciais à genitália feminina que não tenham qualquer objetivo medico como: picar, furar, cortar raspar e queimar a área genital.

      Fatos Reais

      = A mutilação genital feminina inclui processos que intencionalmente alteram ou causam ferimentos aos órgãos genitais femininos sem motivos médicos.

      = O procedimento não tem nenhum benefício para as mulheres e meninas mutiladas.

      = Pode causar sérias hemorragias e problemas urinários e consequências como cistos, infecções, infertilidades, complicações no parto e aumento do risco de mortes neonatais.

      = A mutilação genital é reconhecida internacionalmente como violação dos direitos de meninas e mulheres.

= Geralmente executada por um circuncisador tradicional com a utilização de facas especiais , tesouras, bisturis, pedaços de vidros, laminas de barbear e outros. Métodos anestésicos e antissépticos não costuma ser usados

= A idade em que a prática é realizada varia entre alguns dias após o nascimento e a puberdade. Em metade dos países com dados disponiveis , a maior parte das jovens é mutilada antes dos cinco anos de idade.

= A MGF concentra-se em 27 países africanos,sendo também praticadas na Asia, Oriente Medio e em comunidades expatriadas em todo mundo.

= Relatório da ONU observa que metade das meninas e mulheres que sofreram com a prática vivem em três países – Egito, Etiópia e Indonésia. O relatório também destaca, por meio de estudos de caso, que a mutilação genital feminina é uma questão global de direitos humanos, afetando meninas e mulheres em todas as regiões do mundo.

= O primeiro conhecimento que se tem da prática, advém dos tempos dos faraós.

Números

: 140 Milhões – De mulheres e meninas vivas atualmente foram submetidas a algum tipo de mutilação genital em torno de 30 países do mundo

: 63 milhões ou até mais podem ser cortadas até 2050, se as tendências atuais continuarem.

: 15 milhões – De garotas entre 15 e 19 anos, serão forçadas a algum tipo desses procedimentos até 2030, se as tendências atuais continuarem.

: 3 milhões De meninas são submetidas à prática todo ano.

: 500 mil - Mulheres nos Estados Unidos foram submetidas ou estão em risco de ser submetidas á mutilação.

: 500 mil - Mulheres ou garotas mutiladas vivem na União Europeia.

: 14 anos – De prisão é a pena para quem comete MGF no Reino Unido.

: 10 Países – Europeus aprovaram legislação que criminaliza a MGF que são: Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Itália, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.

      Tradição Cultural

      A prática tem raízes nas desigualdades de genero, em tentativas de controlar a sexualidade da mulher e em ideias sobre pureza, modéstia e estética. É geralmente iniciada e executada por mulheres, que a vêem como motivo de honra e receiam que se não a realizarem a intervenção as filhas e netas ficarão expostas à exclusão social.

      Em muitas culturas, desde os países da África e da Ásia, as pessoas acreditam que a mutilação genital feminina está certa. Os pais, principalmente a mãe e a avó, têm voto na matéria. Elas acreditam que, se a jovem não for “cortada”, nunca irá arranjar um marido.

Esta prática é uma condição prévia do casamento. Se uma mulher não for mutilada pensa-se que ela não é pura e encaram-na como prostituta. Como penitência, ela é excluídas da sua própria sociedade.

Algumas razões são apontadas para a realização da MGF: assegurar a castidade da mulher, assegurar a preservação da virgindade até ao casamento, por razões de higiene, estéticas ou de saúde.

Também se pensa que uma mulher não circuncidada não será capaz de dar à luz, ou que o contato com o clitóris é fatal à criança, e ainda, que melhora a fertilidade da mulher.

Para a cultura ocidental uma forma de mudar esta mentalidade é educar as mulheres mais velhas que perpetuam esse costume, bem como dos homens mostrando os danos físicos e psicólogos.

 

      Mutilação Sexual Masculina

      Nos homens, a prática da mutilação sexual engloba a circuncisão e a castração.

      A circuncisão tipicamente é praticada como um ato religioso, especialmente entre os judeus e os mulçumanos, e muitos médicos acreditam que se trate de uma medida profilática, impedindo o acúmulo de esmegma entre a glande e o prepúcio que a recobre.

      Caso esta secreção genital não seja removida, cria um ambiente propício para a proliferação bacteriana, podendo levar a uma infecção da área. Realiza-se em certos casos de fimose, parafimose ou quando a glande não pode ser exposta.

Contudo, muitos pacientes circuncidados reclamam da condição, pois a circuncisão reduz a sensibilidade nos órgãos genitais, levando mais tempo para o indivíduo atingir o orgasmo.

Desta forma, esses pacientes procuram reverter esta condição através da reconstrução genital não cirúrgica. Esta técnica faz com que a pele expanda, dando origem a um pseudo-prepúcio. Embora não seja possível recuperar totalmente o prepúcio, pacientes relatam uma melhora significativa da sensibilidade sexual.

Já a castração, que é a remoção dos testículos, é feita atualmente somente em casos excepcionais, como câncer de testículo e ato de emasculação.

Contudo, na Idade Média, este era um ato comum, realizando-se a castração em meninos cantores para não ocorrer alteração em suas vozes. Além disso, na antiguidade, os senhores costumavam castrar os seus servos, conhecidos como eunucos, para assegurar a origem da prole.

Fonte

.Site Nacoes Unidas

. Wikipédia

. Site Pedal na Estrda

.  Site Infoescola

.J. Metro – Fev.16

. Falando de Pesca – Edit.Abr.16

♣ O que você tem feito pelo planeta Terra??

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