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6 de novembro de 2019 – 18:15 | 73 views

48-Peixes – 44 – Falando de Pesca

48-66-S- CONHECENDO A PIRARARA
A Pirarara é um peixe que tem sua ocorrência nas bacias dos rios Araguaia – Tocantins e Amazônas, (…)

      Reino – Animalia  ; Filo - Chordata ;  Classe - (…)

Leia a história completa »
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45- Mexilhão Dourado Perigo para nossos Rios { 251 }

Enviado por on 12 de agosto de 2017 – 13:59Nenhum Comentário | 450 views

20.00- NOTICIAS DE PESCA – 9.00 – Meio Ambiente  

20.45.67.S – FALANDO DO MEXILHÃO DOURADO

O mexilhão dourado é um molusco bivalve, aquático, nativo do sul da Ásia, (…)  

Conhecendo

Nome científicoLimnoperna fortunei 

Classificação: Espécie 

Classificação superiorLimnoperna 

Família: Mitilidae 

     Possui fecundação externa, produzindo larvas livres-natantes. É capaz de se fixar em quase qualquer substrato. Possui grande capacidade adaptativa.

      Mexilhão a amêijoa e a conquilha são exemplos populares de bivalves que servem como alimento ao homem.

      Mexilhão Dourado é um molusco de água doce que vive naturalmente nos rios da China e do Sudoeste da Ásia. Foi introduzido acidentalmente na América do Sul há mais de 10 anos por meio da água de lastro de navios mercantes descarregada nos portos argentinos no rio da Prata.

Hoje, o mexilhão já está espalhado por muitos rios tanto do Brasil como da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. No Brasil, o primeiro registro ocorreu no Rio Grande do Sul, em 1999.

Atualmente o mexilhão está presente em grandes densidades nos rios Guaíba, Paraguai e Paraná, e mesmo na região do Pantanal.

Nas águas brasileiras ele tem se reproduzido descontroladamente, por não ter predador e encontrado um ambiente favorável para a sua adaptação.

Ele tem apenas 4 centímetros, mas tem o potencial de parar uma cidade, causando a suspensão do fornecimento de energia elétrica ou de água. Na verdade, ele já é a causa de muito prejuízo, tanto econômico como ambiental.

Durante a fase larval, o mexilhão-dourado é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior)  até que termina se alojando em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.

Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna brasileira, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora.

      De acordo com a bióloga Maria Cristina Mansur, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em pouco mais de dois anos o mexilhão alterou a paisagem no lago Guaíba — na região de Porto Alegre.

      — “Diminuindo a flora ripária (plantas das margens), sufocando a fauna bentônica (organismos dos corpos aquáticos) e transformando nossas praias arenosas e as margens vegetadas por juncos, em amontoados de conchas enegrecidas, que cortam os pés do turista inadvertidos, trancam as redes dos Pescadores e, quando as águas baixam no verão, (os mexilhões) acabam morrendo e exalando um cheiro insuportável”. Maria Cristina foi pioneira na detecção do molusco no País em 1998.

Causa do Problema

É uma espécie invasora, com grande capacidade de incrustação, com rápida taxa de crescimento e grande força reprodutiva.

Em alguns locais podem ser encontradas concentrações de mais de 40 mil mexilhões por metro quadrado. Sem inimigos naturais, sua presença nos ecossistemas brasileiros vem provocando importantes danos ambientais e econômicos.

       Como se Espalha

      Depois de introduzido em uma determinada região, o mexilhão pode ser transportado, de forma adulta ou em larvas, involuntariamente, de diversas maneiras, para outros locais.

      A navegação e o transporte de barcos por rodovias têm sido os maiores agentes da dispersão do mexilhão dourado.

      Ele pode ser levado a muitos lugares por meio de água; casco e equipamentos das embarcações; equipamentos de pesca e iscas, e transporte de peixes e plantas.

Problemas Identificados no Brasil

Os principais problemas identificados estão relacionados à saúde humana, à economia e aos ecossistemas. São eles:

.Obstrução de tubulações de captação de água.

Obstrução de filtros e sistemas industriais e de usinas hidrelétricas.

Danos a motores e embarcações

.Alterações nas rotinas de pesca tradicionais da população. Alteração nos ecossistemas aquáticos

Prevenção  

Se o Pescador for pescar embarcado, deve tomar os mesmos cuidados que os outros navegantes, tais como:
·. Descarte a água das iscas vivas em terra, longe de rios, lagos e esgotos;
.Limpe os petrechos de pesca com solução de água sanitária caso vá usá-los em outro local.

: Antes de um barco ser transportado, deve-se observar:

.Retirar toda e qualquer vegetação encontrada dentro e fora do barco ou do reboque.

.Lavar o casco, viveiros e outras partes do barco e do reboque com solução de água sanitária a 5% (misturar um litro de água sanitária a 20 litros de água).

.Esvaziar o reservatório de água de consumo do barco.

.Não reutilizar as iscas.

.Não reutilizar equipamentos e apetrechos de pesca sem antes lavá-los corretamente.

.Não deixar a água da lavagem escorrer para galerias de drenagem ou outros corpos d’água.

.Não devolver ao rio nenhum resíduo resultante da operação de limpeza do barco. Coloque os resíduos sempre em terra.

         Outras Pragas

     O Brasil não é apenas “importador” de pragas exóticas. Também participamos do intercâmbio de problemas ambientais mandando para fora seres indesejados.

     Os Estados Unidos estão entre nossos principais “clientes”. Já chegou lá, nos estados do Sul do País, um odiado habitante de nossos gramados, a agressiva formiga lava-pé, que deve ter ido ao Hemisfério Norte a bordo de navios.

     O inseto só não é mais temido que outro invasor brasileiro, a abelha africana — fruto de experiências genéticas no Brasil — que tem em sua folha corrida lá centenas de mortes humanas.

O caso mais interessante é o do nosso sapo-cururu, levado para a Austrália intencionalmente na década de 30, com o objetivo de combater insetos que atacavam canaviais.

Os anfíbios brasileiros não comeram as pragas locais e viraram eles próprios a praga, espalhando-se pelo país. Donos de um veneno muito tóxico, os cururus causam o declínio das populações de diferentes espécies de cobras e lagartos australianos, seus predadores.

Sem bagagem biológica para aguentar o veneno dos sapos, tais répteis acabam por morrer quando eventualmente atacam um cururu.

Prejuízo

.US$ 1,4 TRILHÃOÉ a estimativa da Universidade de Cornell, EUA, sobre prejuízos causados anualmente no planeta por espécies exóticas invasoras.

.7 mil ESPÉCIESÉ a estimativa do Ministério do Meio Ambiente para a quantidade diária de espécies de invertebrados marinhos, bactérias transmissoras de doenças e outras criaturas que transitam pelo globo a bordo do lastro de navios.

Fonte

.S. Peixe Vivo – Cemig 

.S. Cesp

.S. Ibama

.J. Correio Popular

.Wikipédia

.Falando de Pesca – Edit. Jul./ 17

♣ O que você tem feito pelo planeta Terra??

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