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6 de novembro de 2019 – 18:15 | 73 views

48-Peixes – 44 – Falando de Pesca

48-66-S- CONHECENDO A PIRARARA
A Pirarara é um peixe que tem sua ocorrência nas bacias dos rios Araguaia – Tocantins e Amazônas, (…)

      Reino – Animalia  ; Filo - Chordata ;  Classe - (…)

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44 – Falando de Robalo – III – {256} – Parte 01

Enviado por on 19 de novembro de 2018 – 21:09Nenhum Comentário | 645 views

44– PEIXES – 48- Peixe 

44.48.65. S PESCANDO  ROBALO – III {parte -01}

Peixe de água salgada e de escamas. Das seis espécies encontradas no Oceano Atlântico, quatro são encontradas no litoral brasileiro, (…)

Das espécies que habitam em nosso litoral, destacam – se principalmente o robalo-flecha e o robalo – peva. Ambas as espécies possuem o corpo alongado e comprimido e a mandíbula inferior saliente. A principal diferença entre os dois está no formato e tamanho dos peixes.

      No flecha a coloração do dorso é acinzentada com reflexos esverdeados e o ventre é esbranquiçado. A linha lateral é uma lista longitudinal negra que se estende ao longo do corpo até o final da nadadeira caudal.      É a maior espécie da família, chegando alcançar (embora raramente)  1,200 m de comprimento e peso de 25k.

      O robalo-peva é menor, alcançando 50 cm de comprimento e até 5 kg.  Apresenta o dorso cinza esverdeado e os flancos prateados. O Robalo é sem dúvida nenhuma, um dos peixes mais esportivos para se pescar na modalidade de iscas artificiais porem de forma alguma, pode- se descartar as isca naturais.

Destaque-se, que sua pesca é extremamente técnica, pois além de exigir arremessos precisos, para se obter sucesso na sua pescaria, é fundamental conhecer bem seus hábitos e comportamentos que variam de acordo com as condições climáticas.

.Nome Popular: Robalo /Robalão

.Nomes Científicos: Robalo-flecha- Centropomus undecimalis .Robalo-peva – Centropomus paralellus – spp .Família – Centropomidae

Distribuição Geográfica – Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul; ou seja, do Amapá ao Rio Grande do Sul

Onde Pescar

Espécies costeiras ocorrem em manguezais, estuários e baías. São encontradas em águas salobras, podendo ser capturadas desde a barra dos rios até vários quilômetros acima da foz e outros tantos, principalmente na época de desova.

No Brasil temos a presença dos robalos em todo litoral. O Nordeste brasileiro se destaca pela presença abundante dos robalos flechas e Sergipe é uma das melhores opções para os grandes.

Robalos podem ser pescados na praia, em canais, bocas de barra, manguezais, locais com estruturas submersas, costões, lajes, pontes, píer e outros locais com as mesmas características. Nos manguezais eles costumam caçar entre as raízes das árvores submersas e nos canais onde o rio fica mais profundo, especialmente onde tiverem estruturas submersas como pedras, troncos, etc…

      Nas pontes e estruturas semelhantes como decks e píer, os robalos costumam caçar no entorno dos pilares, nesses locais a melhor opção é pescar próximo dos horários de reponto da maré (quando a maré está mudando de vazante para enchente ou vice-versa). Nos locais onde existem estruturas submersas, naturais ou artificias, os robalos costumam caçar por emboscada, se escondendo atrás das estruturas esperando suas presas passarem para atacá-las.

Enfim, são muitas as opções de locais para a pesca de robalos, porém eles nem sempre estão nesses locais e nem sempre estão se alimentando, portanto o conhecimento dos pesqueiros e das marés é fundamental, inclusive, também a escolha e o uso correto dos equipamentos.

Cada região tem um movimento de maré específico, onde a amplitude (variação do nível da água entre a preamar – maré cheia e baixa mar – maré seca) pode variar muito de região para região e o que determina essa amplitude é a linha do equador, quanto mais próximo da linha do equador, maior a amplitude das marés.

Em São Paulo, por exemplo, a amplitude pode chegar a 1,2 metros nas marés grandes (marés de lua nova e lua cheia) e costumam ser de 0,5 metros nas marés de quarto (luas de quarto crescente e quarto minguante). Já em estados como o Maranhão, por exemplo, as marés grandes podem chegar a mais de 6 metros de amplitude e mesmo nas marés de quarto, (luas de quarto crescente e quarto minguante) elas chegam 4 metros de amplitude. Essa variação de marés é o que determina o comportamento do peixe.

Equipamento

Linha Principal – de multifilamento – Esta deve ter a libragem certa para o tamanho do peixe da região, mas deve ser o mais fina possível para facilitar a descida da isca para o fundo.

Líder- de fluorcarbono – É essencial para essa modalidade e deve ser de libragem superior ao do multifilamento, pois o robalo possui uma “lixa” na boca que é muito abrasiva e pode romper o líder caso ele seja muito fino.

Camarões e shad de tamanhos e cores variadas, assim como jig heads de pesos diversos são importantes, pois só durante a pescaria sabemos qual a cor e peso mais produtivo naquele momento. Jumping jigs tipo sapinho também devem ser possíveis alternativas ao longo da pescaria, o peso e tamanho vão depender das características do local.

Para robalos menores, varas de até 14 lbs com 6’ a 7’, para robalos maiores varas de até 25 lbs com 6′ a 7’, o mais importante é que seja varas de ação rápida ou extra rápida, para que se tenha o máximo de sensibilidade na ponta da vara. Molinetes e carretilhas compatíveis com a libragem das varas formam um conjunto equilibrado.                      

Pescando  O robalo pode ser pescado com uma grande variedade de técnicas, com iscas naturais vivas camarão e pequenos peixes e com iscas artificiais, plugs variados, soft baits e jigs head.

- Iscas Artificiais  A pesca do robalo com isca artificial pode ser executada tanto na foz como na cabeceira do rio e no mar, sendo que, na cabeceira e corpo do rio observa-se mais eficiência. As varas mais utilizadas são as de ação média e média pesada, linha de 0.33 a 0.37 mm com líder de 0.40 a 0.43 mm. Sem dúvidas a técnica que mais evoluiu e revolucionou a peca de robalos foi om a utilização de soft baits e com jig heads que nada mais são que iscas macias e maleáveis presos a um anzol com um chumbo.

Essa técnica é relativamente nova no Brasil e mudou muito o cenário da pesca do robalo, pois os soft baits (shads e camarões) conseguem chegar a locais onde os plugs não alcançam e principalmente locais com mais profundidade onde normalmente estão os maiores exemplares. Para ter sucesso nessa modalidade é preciso que a isca toque no fundo do pesqueiro, e assim o Pescador vai dando toques de ponta de vara para simular um camarão se movendo no fundo, portanto é muito importante equilibrar o equipamento.

Locais com maior profundidade e correnteza pedem pesos maiores no jig head que podem passar de 40 gramas, enquanto que em locais mais rasos podemos usar pesos bem leves com apenas 3,5 gramas. A dica mais valiosa é que o Pescador deve usar o menor peso possível para conseguir chegar ao fundo com sensibilidade, pois dessa forma sua isca terá uma apresentação mais natural e o resultado será muito melhor.

                                                                           

    Nessa modalidade, o Pescador tem muitas opções de pesca, podendo rremessar nas galhadas, (nesse caso recomenda-se uso de anzol offset), em canais, praia, costões, lajes e estruturas como pontes. Os jigs de metal (jumping jigs) e jigs com fibras sintéticas também são iscas muito úteis e versáteis, podendo ser utilizadas basicamente da mesma forma que os soft baits com jig head. Portanto se o objetivo são os grandes exemplares, essa é a modalidade mais indicada.

Pescando

– Iscas Naturais A pesca do robalo com isca natural depende muito da habilidade do Pescador, do tipo da isca (que pode variar muito dependendo do ambiente) e equipamento. Usualmente, utilizam-se : camarão vivo,  corrupto vivo,  lambari,  mamareis,  barrigudinho,  piaba e  manjuba. Para as técnicas e locais que normalmente o Pescador venha utilizar iscas naturais, pode – se destacar – Foz, Cabeceira e Corpo do Rio, Pesca com Boia e Pesca de Rodada.

Pescando na Foz do Rio- Na foz, o robalo mais encontrado é o “flecha”. O equipamento deverá ser preparado com vara de ação média e média pesada, de  6 a 7 pés, linha 0.37 mm com líder de 0.43 mm. O chicote deverá ter 2 anzóis separados entre si por uma distância de aproximadamente 40 cm, com haste de 30  a 35 cm. A chumbada deverá s er pirâmide e compatível com o equipamento montado. Uma boa dica é utilizar (se o fundo do local de pesca for arenoso) uma chumbada “garatéia” com arames, para melhor ancorar o chicote. O lançamento deverá ser executado em locais de água agitada, sem corrente. A melhor maré observada é a enchente.

       Uma boa isca nesse local é a manjuba ,mas o mamareis também é uma excelente opção. Alguns Pescadores preferem o camarão vivo, outros o corrupto vivo. Uma dica interessante é a maneira de colocar a isca no anzol. Retire a cabeça e a cauda da isca e coloque-a de forma que a ponta do anzol fique na região caudal da isca. Monte a isca de maneira que esta fique esticada no anzol, evitando dobras.

      Pescando na Cabeceira e Corpo do Rio – Nestes locais  o robalo mais encontrado é o peva.  Neste caso para a escolha do local, é importante saber se  existem barreiras físicas que dificultem a migração destes peixes. Utilize uma vara de 6 pés, linha 0,33 e líder de 0.37 a 0,43 .

 As melhores, iscas são o lambari e o camarão vivos. Estas iscas devem ser iscadas da seguinte maneira: lambari, prender o anzol na região dorsal, acima da nadadeira peitoral. O camarão deve ser iscado na região dorsal logo após a cabeça. Este método é fundamental para a manutenção da isca viva e permitir o movimento. O lançamento deve ser realizado a uma distância de 10 a 15 metros, sempre em locais que existem abrigos na margem ou no substrato. Galhadas e troncos caídos são uma ótima opção.

Fonte 

.S. Pescarte 

.S. Pesca Tur 

.Pesca & Cia 

.S. Mundo dos Peixes 

.Capitão Thiago Moraes-proprietário e guia de pesca da Sergipe Sport Fishing 

.Falando de Pesca – Edit. Out./18 

Obs. Este texto  se conclui pela ref.: 

44 – Falando de Robalo III -{257 -parte – 01}

 O que você tem feito pelo planeta Terra??

256 {parte 01}

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